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Em mais uma etapa da Operação Lava-Jato, Polícia Federal prende Tânia Fonseca (gerente de banco) e


Tânia Fonseca (gerente de contas Bradesco), foi presa agora cedo em sua casa a pedido do Ministério Público Federal. Robson Silva (Bradesco) e Júlio Andrade (doleiro), estão foragidos.

Os três, segundo o MPF, são suspeitos de ter ajudado a lavar R$ 989,6 milhões através do sistema bancário.

O MPF está investigando até onde vai a participação de cada um nas operações Eficiência e Cambio, Desligo, que são comandados pelos doleiros Vinícius Claret e Cláudio Barbosa, operadores de Sérgio Cabral.

A fim de despistar o Banco Central e a Coaf, eles evitavam grandes saques em dinheiro e passavam a se valer de emissão de cheques e boletos.

Ou seja, captavam cheques recebidos no varejo e os depositavam em contas bancárias de empresas fantasmas. Através do desconto de boletos o dinheiro era repassado em espécie. Essas atividades, segundo o MPF, só eram possíveis com a participação de gerentes da rede bancária que descumpriam regras de "compliance".

Segundo o MPF, Júlio Andrade era o responsável por abrir as contas-fantasmas utilizadas nas transações, assim como fornecer telefones frios e indicar empresas que alugavam salas por um curto período de tempo.

"As instituições financeiras onde as contas foram abertas, em especial o Banco Bradesco, descumpriram os deveres de compliance, possuindo como consequência direta, além do fomento à lavagem de dinheiro acima do descontado, a violação à livre concorrência, pois as instituições que dispendem recursos no compliance acabam restringindo seus negócios, sem contar no custo que é dedicado aos setores de conformidade", confirma.

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