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Um pedaço da história do Brasil se foi em chamas


Na noite do dia 2 de setembro o Brasil teve parte de sua história queimada para nunca mais se ter a oportunidade de recorrer aos inúmeros documentos com coleções focadas em paleontologia, antropologia e etnologia biológica. Tudo destruído pelo fogo que começou às 19:30 minutos. Em três horas, o palácio estava totalmente tomado pelas chamas e nada mais podia se fazer para reaver parte da história do Brasil e das Américas. É uma consequência do descaso, do desinteresse pelo patrimônio histórico brasileiro e pela ciência mundial. A verba de 520 mil anuais não eram repassadas desde 2014, e o Palácio já dava sinais de falta de manutenção a vista das pessoas que por lá passavam. Com 200 anos, fundada por D. João em 1818, seu acervo de mais de 20 milhões de itens, foi queimado em três horas. O meteorito de Bendegó, o maior já encontrado no país, um esqueleto de baleia jubarte e a do Maxakalisaurus topai - o dinoprata - primeiro dinossauro de grande porte a ser montado no Brasil, tudo queimado.

Parte do Museu já estava tomada por cupins, e foi feito uma campanha para arrecadar verbas para fazer o combate aos cupins, o qual arrecadou-se 58 mil reais na internet. Fios elétricos expostos e má conservação da estrutura física. Sem a providência do governo no seu maior descaso, o Palácio ontem, acabou em chamas.

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