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Pressões de Partidos Políticos impedem caminhoneiros de voltar ao trabalho diz o presidente da Abcam


O presidente da (Abcam) Associação Brasileira dos Caminhoneiros, José da Fonseca Lopes, deu uma declaração na tarde de ontem, afirmando que pessoas ligadas a grupos políticos estão impedindo os caminhoneiros de retornarem ao trabalho e sendo ameaçados.

“São pessoas que querem derrubar o governo”, afirmou Fonseca, sem citar nomes ou grupos políticos aos quais essas pessoas estariam ligadas. “Estão usando o caminhoneiro como bode expiatório, não vamos aceitar isso”, afirmou durante coletiva de imprensa em Brasília.

Lopes disse que às reivindicações da classe junto ao governo federal foram atendidas, que não há motivo para a continuidade da paralisação, os movimentos que ainda existem, são às dificuldades devido as distâncias e por pressões de pessoas ligadas a partidos políticos. A paralisação não tem o porque de continuar. Tudo que nós reivindicamos tivemos, até mais do que reivindicamos. Segundo Lopes, há cerca de 250.000 veículos parados. Segundo Fonseca, os pontos mais inquietos neste momento são Vila Carioca, no Rio de Janeiro, onde se concentram refinarias da Petrobras, e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, sede de diversas montadoras de veículos. “Caminhões ainda estão sendo impedidos de circular por ali, o que dificulta a produção.”

Segundo Eliseu Padilha (Ministro da Casa Civil), o governo está identificando os infiltrados nos meios dos caminhoneiros para que a situação volte ao normal.