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Ministro da Corte sofre ameaças e pede providências a presidente Cármen Lúcia e a Polícia Federal


O ministro da Corte Edson Fachin e relator da Lava-Jato, vem sofrendo ameaças pessoais e da família. Edson pediu providências a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia e a Polícia Federal. O ministro não relatou a forma de ameaças, mas relatou: "Nos dias atuais uma das preocupações que tenho não é só com julgamentos, mas também com segurança de membros de minha família. Tenho tratado desse tema e de ameaças que têm sido dirigidas a membros da minha família", disse, em entrevista ao jornalista Roberto D'Avila na GloboNews.

Rodrigo Maia, presidente do Congresso Nacional, disse que é inadmissível nos dias de hoje, ameaças dessa natureza, pois, daqui à pouco, pode receber ameaças do crime organizado e para isso é necessário a integridade física dos ministros da Corte e de seus familiares. Maia cobrou de Raul Jungman (Ministro da Segurança Pública), maior intensidade nas investigações e na proteção dos magistrados.

"Algumas providências que solicitei à presidente e à PF por intermédio da delegada que trabalha aqui no tribunal já estão sendo adotadas", disse. "Nem todos os instrumentos foram agilizados, mas eu efetivamente ando preocupado com isso – e esperando que não troquemos fechadura de uma porta já arrombada também nesse tema", complementou o ministro.

"Assim que eu adentrei, houve o que pode se chamar, grosso modo, de uma crise política com a questão do impedimento da presidente Dilma, que veio parar no tribunal. Em seguida, houve a verticalização e a judicialização da crise fiscal e financeira dos estados-membros, da qual hoje o mais evidente é o estado do Rio de Janeiro, mas houve dias em que no meu gabinete cheguei a estar reunido com nove governadores simultaneamente ao ministro da Fazenda, para falar de sistemas. E, depois, chegou a questão criminal com todas as suas vicissitudes, inclusive pessoais."


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