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O STF brasileiro é comparado a uma Escola de Samba


O povo brasileiro esperou por vários dias para assistir a Corte votar de acordo com os anseios da população. Mas não foi que aconteceu. O povo brasileiro terá que esperar por muito tempo para ver que justiça neste país é igual para todos. Para ver que a Constituição brasileira se faz ao pobre e ao rico. As contradições são enormes e os argumentos são pequenos e injustificáveis para que haja tanta desigualdade social neste país. A Corte mais falada no mundo todo é nossa. Na Europa ou na América do Norte, não se toca em nome da Corte desse ou daquele país para criticar atos e brigas, pois, há um respeito mútuo entre os Ministros e o respeito da população. Dias antes do julgamento do Habeas Corpus do ex-presidente Lula, assistimos um bate boca entre Barroso e Gilmar Mendes. Barroso mostrou para o mundo o que é a Corte brasileira, não generalizando, mas parte dela está tomada por injustificáveis.

Ontem, na admissão ou não do Habeas Corpus do ex-presidente, ouvimos Ricardo Lewandowski interferir na fala de Luiz Fux e muitos outros. Não há respeito pelo ponto de vista do colega, não há ponderação ao voto contrário. Edson Fachin, relator da Lava-jato, leu e votou contra o Habeas Corpus, seguido por mais três membros da Corte.

O povo, mais uma vez, não foi escutado. Nesta semana, o povo foi às ruas no sul do país protestar contra a pré-campanha do ex-presidente. Viu-se atos de cidadania por toda a região. Ontem, colocaram um Vaso gigante em frente ao STF, como forma de protesto ao andamento da Corte brasileira. A presidente Cármen Lúcia, tentou resistir às pressões contra a pauta. Mas não teve como segurar. Esse é o retrato. Na imprensa, já chamam a Corte de Time de Futebol, Escola de Samba. Mas estamos esperançosos ainda, será que eles julgarão no dia 4 de abril de conformidade com lei aprovada por eles mesmos em 2016, ou deixarão impune o mais escandaloso ato de corrupção que já existiu neste país?

"Nós criamos um Direito Penal perverso e seletivo, feito para prender menino pobre por 100 gramas de maconha e que não consegue pegar quem desvia milhões". Luiz Roberto Barroso (Ministro do STF).

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