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Flávio Barra da Andrade Gutierrez relata o caminho da propina paga ao ex-ministro Edison Lobão e ao


Em delação premiada realizada nesta quinta-feira, Flávio David Barra, revelou ao juiz Sérgio Moro, como era feito a distribuição de propina e como chegava a cada um dos políticos ligados a construção da Usina de Belo Monte. Flávio revela que usou três empresas para a configuração do caixa 2 da Andrade Gutierrez. O banqueiro José Augusto dos Santos, controlador do banco BVA, cuja falência foi decretada em 2014 e mais dois empresários ligados a Edison Lobão eram os responsáveis para que esse dinheiro chegasse aos dois políticos. Flávio era engenheiro da Andrade Gutier rez, desde 1985 quando era o gerente de negócios de energia e foi preso em julho do ano passado na investigação da Eletronuclear. Barra afirmou ter tratado diretamente da propina paga ao ex-ministro Edison Lobão em reuniões na casa do político em Brasília. Disse também, que o seu primeiro contato com Lobão foi em 2009 quando era Ministro da Minas e Energia no governo Lula. Revelou que havia o compromisso de um repasse de 1% em relação as obras de Angra 3. Barra diz que a propina era paga em dinheiro vivo a agentes públicos e políticos. Barra revelou que as propinas pagas pela empresa, ocorria desde 2007 em obras realizadas por todo o país. Estão envolvidos no esquema o empresário Samir Assad, e o diretor financeiro da empresa Ricardo Campolina, falecido. Samir Assad, solicitou a Barra o super-faturamento dos serviços para que essa verba saísse da empresa e tivesse como destino os políticos envolvidos. Uma empresa fantasma gerou notas fiscais frias que geraram 168 repasses, resultando em valores representativos segundo Barra, nada mais nada menos que R$ 126,6 milhões para o caixa dois da cons trutora. Flávio contratava e pagava a empresa de Samir (Locação de máquinas, equipamentos e aeronaves) serviços super-faturados que na verdade não existiram. A Alpha Taxi Aéreo é uma das empresas de Samir. As propinas eram pagas nas seguintes proporções: 2% para o PMDB, 1% para o PT e 1,5% aos executivos da Eletronuclear. Propinas relacionadas as obras de Belo Monte e Angra 3. Edison Lobão está na CCJ, e agora Senado, o que fazer? Flávio é mineiro de Varginha e hoje mora em São Paulo onde cumpre prisão domiciliar.